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  As inundações mais graves em Benguela este ano ocorreram principalmente no dia 11 de abril de 2026 (um sábado), estendendo-se pela madrug...

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Benguela Minha Terra...



 Benguela é uma cidade e município, capital da província de Benguela, no oeste de Angola, composto somente da comuna sede, que está organizada em seis zonas.

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 623 777 habitantes e área territorial de 2 100 km², sendo o município mais populoso da província e o décimo mais populoso da nação.

Limita-se a norte com o município de Catumbela, a leste com os municípios de Bocoio e Caimbambo, a sul com o município de Baía Farta e a oeste com o Oceano Atlântico.

A província de Benguela é conhecida como “a terra das acácias rubras” por causa da colorida presença dessa bonita árvore pelas ruas da cidade de Benguela. Com uma extensão de 39.827 km2, situa-se no litoral centro de Angola e é constituída por dez municípios: Benguela, Baía Farta, Catumbela, Balombo, Bocoio, Caimbambo, Chongorói, Cubal, Ganda e Lobito. Benguela é também conhecida pelas suas praias e pelo Porto do Lobito, o segundo mais importante do país. As principais cidades da província são as de Benguela, Lobito e Baía-Farta, todas elas banhadas pelo Oceano Atlântico.

O clima da província é tropical árido e a temperatura média anual ronda os 24°C, sendo que a corrente fria de Benguela, que parte da Antártida, modera a temperatura da região e reduz a humidade. Em termos de altitude, a província divide-se em três zonas distintas: a zona litoral, cuja altitude vai do nível do mar até aos 500 m, a zona central com uma altitude dos 500 aos 1200 m e a zona oriental com uma altitude média superior a 1500 m.

A fauna da província é constituída essencialmente por zebras, leões, elefantes, olongos, golungos, búfalos, onças, ongivas e cabras de leque, principalmente na zona de Mamué que fica na fronteira com a província do Namibe.

A população de Benguela é na sua maioria da etnia Ovimbundo e Nganguela. A língua mais falada na região é o umbundo. A população dedica-se na sua maioria a agricultura, pecuária e pesca.

CENSO GERAL 2024 Operação envolve mais de 90 mil técnicos em todo país



Mais de 92 mil técnicos vão garantir, pela primeira vez de modo digital, o processo de Recenseamento Geral da População e Habitação 2024, a iniciar-se no dia 19 de Setembro, em todo território nacional.



O número foi apresentado pelo director-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE), José Calengi, nesta quinta-feira, 12 de Setembro, durante a 16.ª edição do CaféCIPRA que abordou o tema “CENSO Geral 2024 e o seu impacto na eficácia da governação”.

Segundo o técnico, o número de profissionais envolvidos neste processo censitário faz parte de um conjunto de recursos, constituídos por assistentes técnicos provinciais, municipais, comunais e locais, informáticos regionais, municipais e comunais e agentes recenseadores.

“Depois de termos passado pela actualização cartográfica que permitiu mapear o país em relação às secções censitárias, também já passamos pelo Censo Piloto, que foi um exercício espelho que permitiu ao INE fazer a prevenção da actividade principal, e nesta fase estamos a desenvolver a cadeia de formações”, disse.

Na 16.ª Edição do CaféCIPRA, o director-geral do INE disse ainda que a recolha dos dados será de forma digital e, para o efeito, conta com 68.040 tabletes, dos quais oito mil doados pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e sessenta mil e quarenta foram adquiridos pelo Estado angolano.

O responsável assegurou que os resultados preliminares do processo censitário serão conhecidos quatro meses depois do seu término.

“Do ponto de vista preliminar e pelo facto de estarmos a falar de uma operação digital, nós poderemos ter os dados preliminares quatro meses depois, e até aos 18 meses teremos o primeiro relatório”, assegurou.

Durante a sua intervenção, José Calengi fez saber que o equipamento principal de recolha de dados possui um dispositivo de segurança e de acompanhamento.

Relativamente aos casos de poligamia, elucidou que não se pode fazer dupla contagem numa só pessoa e que este acto não fere hábitos e costumes de qualquer povo.

“A questão aqui é muito prática. Portanto, ele – o cidadão – vai ser contado onde estiver”, disse, acrescentando que o objectivo do Censo é contar os agregados e o número de pessoas existentes no território de Angola.

Nesta edição, foram facilitadores o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, Director de Segurança Pública e Operações da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, e o director-geral do Instituto Nacional de Estatística, José Calengi.

No primeiro Censo Geral da População e Habitação, realizado em 2014, foi apurado um total de 25.789.024 habitantes, dos quais 63 por cento residiam na zona urbana e 37 por cento na área rural.

A população angolana é constituída, maioritariamente, por mulheres, 13.289.983, correspondente a 52 por cento do total, enquanto a masculina é de 12.499.041, representando 48 por cento.

A província de Luanda é a mais populosa, com 6.945.386 habitantes, representando mais de um quarto da população do país. Seguem-se as províncias da Huíla (2.497.422), Benguela (2.231.385) e Huambo (2.019.555).