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Minha banda é Kilamba kiaxe

O Kilamba  Kiaxi  é um dos nove municípios que constituem a área urbana de Luanda, localizada a cerca de 20 km a sul da capital de Angola.O...

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Minha banda é Kilamba kiaxe


O Kilamba Kiaxi é um dos nove municípios que constituem a área urbana de Luanda, localizada a cerca de 20 km a sul da capital de Angola.O Kilamba kiaxi é um dos municípios mais emblemáticos e populosos da província de Luanda, em Angola. Tem uma história rica que mistura tradição política e um crescimento urbano acelerado. Integra os distritos do Golfo, Palanca, Sapú e Nova Vida. É limitado pelos municípios de Talatona, Viana, Samba e Cazenga. Kilamba significa “Condutor de Homens”, corresponde ao cognome do 1°. Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto. Kiaxi, por sua vez, significa terra. Sendo que o nome do município é alusivo à terra do Agostinho Neto. terra do Agostinho Neto. 

Significado e Origem do Nome

O nome tem raízes na língua nacional Kimbundu:

  • Kilamba: Significa "Condutor de Homens". Era o cognome dado a António Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola.

  • Kiaxi: Significa "Terra".

  • Portanto, Kilamba Kiaxi traduz-se como "A Terra do Agostinho Neto", uma homenagem direta à figura histórica do país.

2. Localização e Divisão Administrativa

Situado a cerca de 20 km a sul do centro de Luanda, o município é limitado por Talatona, Viana, Samba e Cazenga. Atualmente, está dividido em vários distritos urbanos importantes:

  • Golf (muitas vezes dividido em Golf 1 e Golf 2)

  • Palanca

  • Sapú

  • Nova Vida (um bairro de classe média/alta com infraestruturas mais modernas)

3. População e Dimensão

  • Área: Aproximadamente 51,7 km².

  • População: É um dos municípios mais densamente povoados de Luanda, estimando-se que tenha bem mais de 1 milhão de habitantes.

  • Aniversário: O município celebra o seu dia a 10 de setembro.

4. História Recente e Estatuto

O Kilamba Kiaxi passou por várias mudanças administrativas:

  • Durante muito tempo foi um município autónomo.

  • Com a reforma de 2011, passou a ser um distrito urbano de Luanda.

  • Em 2016, recuperou o estatuto de município, fruto da necessidade de uma gestão administrativa mais próxima de uma população que não parava de crescer.

5. Urbanização e Infraestruturas

O município é marcado pelo contraste entre zonas de construção espontânea e grandes projetos habitacionais:

  • Projeto Nova Vida: Uma das zonas mais organizadas e valorizadas do município.

  • Crescimento: O município beneficiou da construção da Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem "Loy" e da Estrada do Camama, que melhoraram a ligação ao resto da cidade.

  • Serviços: É um centro vibrante de comércio formal e informal, com destaque para os mercados locais que abastecem grande parte da zona sul de Luanda.

6. Confusão Comum: Kilamba Kiaxi vs. Cidade do Kilamba

Muitas pessoas confundem os dois, mas são coisas diferentes:

  • Kilamba Kiaxi: É o município histórico (Golf, Palanca, etc.).

  • Cidade do Kilamba (Centralidade): É a mega-urbanização inaugurada em 2011, que fica mais afastada, no município de Belas. Embora partilhem o nome "Kilamba" em honra a Agostinho Neto, geograficamente são áreas distintas.

O Kilamba Kiaxi é, em resumo, o "coração pulsante" de Luanda, representando a resiliência e o dinamismo da capital angolana.

Para muitos angolanos, o Kilamba Kiaxi é muito mais do que apenas um ponto no mapa ou uma divisão administrativa; é um símbolo de identidade urbana, resistência e dinamismo popular.

Se perguntares a quem vive em Luanda, o significado vai além dos livros de história e toca em pontos muito específicos do quotidiano:

1. O "Berço" da Luanda Moderna e Popular

O Kilamba Kiaxi representa a transição entre a Luanda antiga (o Centro) e a Luanda que se expandiu "para fora". É visto como um lugar de gente trabalhadora e resiliente. Bairros como o Golf e o Palanca são autênticos motores económicos e culturais da cidade.

2. Um Centro Gastronómico e Cultural

Para o cidadão comum, o Kilamba Kiaxi (especialmente a zona do Golf 2 e Palanca) é sinónimo de:

  • Vida Noturna e Lazer: É uma zona famosa pelos seus espaços de convívio, quintais e pela forte presença da música angolana (Kizomba, Semba e Kuduro).

  • Culinária: É um dos melhores sítios para encontrar o "verdadeiro sabor" de Luanda, com mambo frito, mufetes e o tradicional funge em ambientes mais autênticos e menos "turísticos".

3. O Orgulho do Bairro (Identidade)

Existe um sentimento de pertença muito forte. Dizer que se é do "Kiaxi" ou do "Golf" carrega um certo estatuto de "pessoa da rua" (street smart), alguém que sabe navegar a complexidade de Luanda, que é desenrascado e que conhece o pulsar real da capital.

4. O Nó do Trânsito (O Lado Prático)

Na mente de quem conduz ou apanha o "candongueiro" (azul e branco), o Kilamba Kiaxi é muitas vezes associado ao trânsito intenso. A subida do Palanca ou a Avenida do Loy são pontos de referência quase diários para milhares de angolanos que cruzam a cidade para trabalhar.

5. Um Caldeirão Étnico e Social

O município é visto como um exemplo da mistura de Angola.

  • Influência Congolesa: O bairro Palanca, em particular, é conhecido pela forte ligação com a comunidade de regresso do Congo (Zaire), o que trouxe uma riqueza enorme em termos de comércio, moda e, claro, o domínio da língua francesa e da música rumba.

  • Diversidade Social: No Kiaxi, convivem o luxo do Nova Vida e a simplicidade das zonas de autoconstrução, criando um microcosmos da sociedade angolana atual.

Em suma Para o angolano, o Kilamba Kiaxi é o "bairro-cidade". É o lugar onde a vida acontece depressa, onde o negócio informal sustenta famílias e onde a cultura urbana de Luanda se reinventa todos os dias. É uma terra que, tal como o nome indica, continua a "conduzir homens" no meio da agitação da capital.

 

Angola, Depois da Colonização


A Independência e o Caos Imediato (1975)

A descolonização de Angola foi atípica. Diferente de outras colônias, não houve uma transição suave. O Acordo de Alvor colapsou, e o país proclamou a independência em 11 de novembro de 1975 em meio a um conflito entre os três principais movimentos de libertação:

  • MPLA: Apoio do bloco soviético e Cuba (proclamou a independência em Luanda).

  • FNLA: Apoio do Zaire e EUA.

  • UNITA: Apoio da África do Sul e, posteriormente, dos EUA.

O resultado foi o êxodo massivo de colonos portugueses, que levou consigo a maior parte do capital humano técnico, paralisando a economia e a infraestrutura básica.


A Guerra Civil (1975 – 2002)



Este é o período mais longo e doloroso. Angola tornou-se um dos principais tabuleiros da Guerra Fria em África.

  • Ideologias em Choque: O MPLA adotou inicialmente o Marxismo-Leninismo, transformando Angola numa República Popular.

  • Guerra de Atrito: A infraestrutura ferroviária (Caminho de Ferro de Benguela) e a agricultura foram destruídas. O país, que era exportador de alimentos, passou a depender de ajuda humanitária.

  • Momentos Chave: A Batalha de Cuito Cuanavale (1987-88), os Acordos de Bicesse (1991) e as primeiras eleições multi-partidárias em 1992, que falharam em trazer a paz após a UNITA não aceitar os resultados.


A Era do Petróleo e a Reconstrução Nacional

Com a morte de Jonas Savimbi em 2002 e a assinatura dos Acordos de Paz de Luena, Angola finalmente silenciou as armas.

O Boom Económico

Sob a liderança de José Eduardo dos Santos, Angola viveu um crescimento económico astronómico devido à subida dos preços do petróleo.

  • Transformação Urbana: Luanda transformou-se com arranha-céus e a requalificação da Marginal.

  • O "Casamento" com a China: Angola tornou-se o maior parceiro comercial da China em África, trocando petróleo por linhas de crédito para estradas, hospitais e escolas.





Desafios Sociais e Económicos

Apesar do PIB elevado na década de 2010, o país enfrentou críticas severas sobre:

  • Desigualdade Social: Uma elite extremamente rica (conhecida pela acumulação de capital pela família presidencial) contrastando com uma maioria vivendo com menos de 2 dólares por dia.

  • Corrupção Sistémica: O nepotismo e o desvio de fundos públicos tornaram-se barreiras ao desenvolvimento real.

  • Dependência do Petróleo: A falta de diversificação económica deixou o país vulnerável quando os preços do crude caíram em 2014.



A Transição Política e a Nova Angola (2017 – Presente)

Em 2017, após 38 anos no poder, José Eduardo dos Santos cedeu o lugar a João Lourenço.



  • Combate à Corrupção: A governação de Lourenço ficou marcada pela campanha "Luta contra a Impunidade", visando recuperar ativos do Estado e processar figuras anteriormente "intocáveis".

  • Reformas Económicas: Esforços para privatizar empresas estatais (PROPRIV) e atrair investimento estrangeiro fora do setor petrolífero.

  • Tensão Social: Atualmente, Angola lida com uma juventude mais conectada e crítica, que exige melhores condições de vida, emprego e a realização de eleições autárquicas.


Devemos olhar nessas prespectivas

CategoriaPeríodo de Guerra (Até 2002)Angola Contemporânea (Hoje)
AlimentaçãoRacionamento e ajuda humanitária.Expansão agrícola e grandes superfícies comerciais.
TrabalhoFocado no Exército e Função Pública.Setor informal forte e busca por tecnologia/serviços.
EstradasPontes destruídas e vias minadas.Conexão entre as 18 províncias por terra.
HabitaçãoMusseques e prédios coloniais degradados.Surgimento das Centralidades e condomínios fechados.

domingo, 29 de setembro de 2024

DIGA NÃO A CRIMINALIDADE EM LUANDA


A criminalidade em Luanda, como em muitas grandes cidades, apresenta desafios significativos. A urbanização rápida, o desemprego e a pobreza contribuem para altos índices de criminalidade, incluindo delitos como furtos, assaltos e violência. A cidade tem visto esforços das autoridades para melhorar a segurança, mas questões como a corrupção e a falta de recursos ainda complicam a situação.

Além disso, áreas com infraestrutura precária podem ser mais vulneráveis à criminalidade. A polícia tem trabalhado em parcerias com a comunidade para tentar reduzir esses índices, mas a percepção de insegurança persiste em muitos bairros.



Em Luanda, os crimes mais frequentes incluem:

  1. Furtos: São comuns em áreas urbanas, especialmente em mercados e transporte público.
  2. Assaltos: Ataques a pessoas em locais públicos, como ruas e praças.
  3. Roubo de veículos: O furto de automóveis e motos tem sido uma preocupação crescente.
  4. Violência doméstica: Um problema sério, frequentemente subnotificado.
  5. Tráfico de drogas: Embora menos visível, é uma questão relevante nas zonas urbanas.

As autoridades estão trabalhando para abordar esses problemas, mas a situação ainda exige atenção contínua da comunidade e do governo.

Para reduzir a criminalidade em Luanda, várias abordagens podem ser consideradas:

  1. Aumentar a presença policial: Reforçar o efetivo policial em áreas críticas pode ajudar a desencorajar atividades criminosas.

  2. Melhorar a iluminação pública: Investir em iluminação adequada em ruas e espaços públicos pode aumentar a segurança e reduzir delitos.

  3. Programas de educação e emprego: Criar oportunidades de emprego e programas educacionais pode ajudar a reduzir a pobreza e, consequentemente, a criminalidade.

  4. Fortalecer a comunidade: Promover iniciativas que envolvam a comunidade, como grupos de vigilância e eventos de sensibilização, pode aumentar a coesão social e a segurança.

  5. Reforma do sistema judicial: Garantir que o sistema legal seja eficiente e justo ajuda a aumentar a confiança da população nas instituições e a desestimular o crime.

  6. Apoio a vítimas de violência: Criar centros de apoio e programas de recuperação para vítimas de violência pode ajudar a romper o ciclo de criminalidade.

Cidadãos de Luanda,

Juntos, temos o poder de transformar nossa cidade. A criminalidade é um desafio, mas cada um de nós pode ser parte da solução. Vamos unir forças para construir um ambiente mais seguro e solidário!

A mudança começa com pequenas ações: cuidar do nosso bairro, denunciar atividades suspeitas, apoiar programas comunitários e promover o diálogo. Quando nos envolvemos, mostramos que a paz e a segurança são prioridades.

Lembre-se: um futuro melhor é possível. Cada gesto conta e cada voz importa. Vamos juntos construir um Luanda onde todos possam viver com dignidade e segurança!

Acreditemos na mudança!

POLÍCIA NACIONAL DE ANGOLA MOSTRA RESULTADOS PONDERENTES NOS ÚLTIMOS DIAS


 

APREENDIDAS DUAS EMBARCAÇÕES CARREGADAS DE MAIS DE 20 MIL LITROS DE COMBUSTÍVEL

    Efectivos policiais, destacados no posto Naval Mbubu, pertencentes à 2ª unidade da Polícia de Guarda Fronteira no município do Soyo, Província do Zaire, procederam, sábado (14.09.2024) a apreensão de duas embarcações carregadas de 23 mil litros de combustíveis, que tinham como destino à República Democrática do Congo (RDC).

    As embarcações de fabrico artesanal, a motor e sem motor, foram encontradas carregadas de 324 recipientes plásticos (bidões), contendo o referido produto, segundo o responsável pelo posto de Comando da Unidade, o 1º subchefe, Ricardo Varela, avançando que, dos recipientes apreendidos, 260 tinham a capacidade de 25 litros e 64 a capacidade de 250 litros cada, totalizando 23 mil litros de combustíveis de gasolina e gasóleo. 

O combustível apreendido foi entregue às autoridades competentes para os devidos  procedimentos.

PESCADORES ILEGAIS FLAGRADOS PELA POLÍCIA NACIONAL CONDENADOS PELO TRIBUNAL DE COMARCA DE LUANDA


O Tribunal da Comarca de Luanda condenou, na passada segunda-feira (02.09.24), em julgamento Sumário, a 70 dias de prisão, convertidos em uma multa de 462.000,00 Kz (Quatrocentos e sessenta e dois mil kwanzas) para cada um dos arguidos, 16 cidadãos nacionais flagrados e detidos na passada sexta-feira, 30 de Agosto de 2024, pelas forças policiais afectas à Unidade Fiscal Aduaneira Marítima, quando estes realizavam pesca ilegal no perímetro restrito de segurança das sondas e plataformas petrolíferas, zonas proibidas à actividade de pesca.

Foram condenados, na 3ª Secção da sala dos crimes comuns, sob o número de processo 1367/24, por Crime de Desobediência, Fábio José, Teodoro Tchiala, Jacinto da Cruz, João Molassande, Sozinho Muzangala, Salomão Correia, António Camilongo, José Cassule, Manuel José, Albino Armando, Afonso Quintas, José Fazenda, Manuel Alfredo, André Junior, Manuel Tchihayo e José Manasses.

Julgado procedente e aprovada a acusação constante nos autos, os 16 indivíduos estão obrigados ao pagamento da Taxa de Justiça no valor de 70.000,00 Kz.

Refira-se que, os infractores foram apresentados à imprensa, na passada segunda-feira (02.09.24), em Luanda, pelo Porta-voz da Polícia Nacional de Angola, Subcomissário, Mateus de Lemos Rodrigues, que, na ocasião, deu a conhecer a detenção dos sujeitos.


POLÍCIA REGISTA REDUÇÃO DE CRIMES E ACIDENTES DE TRÂNSITO NAS ÚLTIMAS 24 HORAS


A Polícia Nacional de Angola (PNA) registou, durante as 24 horas de segunda-feira, 09 de Setembro de 2024, a diminuição de crimes participados e de ocorrências de acidentes de trânsito, em comparação ao dia anterior, fruto das acções de prevenção à criminalidade e fiscalização ao trânsito rodoviário.

A PNA empregou mais de 23 mil efectivos e montou 3.611 patrulhas, em todo o território nacional, tendo desenvolvido um conjunto de actividades, consubstanciadas em micro-operações, buscas dirigidas, sequências investigativas, cumprimento de mandados de detenção e outras acções policiais, que resultaram na apreensão de 6 armas de fogo, 3 viaturas, 8 motociclos, dois telemóveis e uma botija de gás butano, bem como a detenção de 108 suspeitos por prática de crimes diversos, com destaque para dois cidadãos de 38 e 15 anos de idade, por abuso sexual das menores de 8 e 13 anos de idade, respectivamente, na província de Luanda.

Da actividade de prevenção e fiscalização do trânsito, foram apreendidas 49 viaturas, 151 motociclos, 263 cartas de condução, 204 livretes e 113 títulos de propriedade automóvel, bem como a aplicação de 518 multas por transgressão ao código de estrada.

13 infracções fiscais aduaneiras foram registadas, sendo 6 por presumível contrabando de importação, 3 por contrabando qualificado, 2 por fraude fiscal aduaneira, 1 por presumível contrabando de circulação e igual número por disposição estatutária, bem como a apreensão de 6.250 litros de combustível por tentativa de contrabando.

Quanto à situação da fronteira, foram registadas 41 ocorrências, tendo sido interpelados 149 elementos, sendo 141 da República Democrática do Congo e 8 da República da Namíbia, nas zonas fronteiriças da Lunda Norte, Zaire, Cabinda, Cuando-Cubango.


CIDADÃO DETIDO POR TRÁFICO DE ESTUPEFACIENTE


Um cidadão de 25 anos de idade foi detido, na passada sexta-feira, 27 de Outubro, no município do Tômbwa, província do Namibe, implicado na prática de tráfico de estupefacientes do tipo Cannabis Sativa (liamba).

Segundo o Comandante Municipal do Tômbwa, Superintendente - Fernando Venâncio Manuel Cardoso, o suspeito foi detido na sequência de diligências levadas a cabo pelos efectivos da Polícia Nacional, no âmbito da Operação Lussolo.

Fernando Cardoso referiu ainda que, 377 embrulhos do referido produto, estimados em Setenta e Cinco Mil e Quatrocentos (75.400,00) Kwanzas foram apreendidos, em posse do infractor. 

Refira-se que o implicado foi encaminhado ao Magistrado do Ministério Público, para os procedimentos legais que se impõem.

POLÍCIA NACIONAL DETÉM CIDADÃO POR TRÁFICO DE COCAÍNA


Efectivos da Polícia Nacional de Angola (PNA), em coordenação com especialistas dos Serviços de Investigação Criminal no município do Uíge, detiveram, no passado dia 20 de Outubro, um cidadão nacional de 37 anos, em flagrante delito a comercializar 58 gramas de cocaína do tipo (crack).

Segundo dados, o acto ocorreu no interior de uma roulotte de vendas e consumo de bebidas alcoólicas, localizada na Rua 1° de Agosto, no Centro da cidade capital do Uíge, na altura, em que o suspeito comercializava o referido produto que foi apreendido.

Refira-se que o mesmo já foi presente ao Ministério Público para os fins legais que se impõem.

PNA DETÉM SETE CIDADÃOS SUSPEITOS DA PRÁTICA DE HOMICÍDIO DE UM CIDADÃO DE 24 ANOS

A Polícia Nacional de Angola na província do Bengo deteve, no dia 31 de Agosto, um total de sete cidadãos nacionais com idades entre os 16 e 23 anos, suspeitos da prática de homicídio de um cidadão nacional de 24 anos de idade.

Segundo o Porta-voz da PNA, no Bengo, Superintendente - Paulo Miranda de Sousa, que falava durante a apresentação de marginais, a detenção dos suspeitos ocorreu no bairro Nzamby, fruto de denúncias e de acções operativas das forças policiais, que permitiu apreender, em posse dos mesmos, uma arma de fogo do tipo AKM de cano cerrado, bem como uma motorizada e uma pistola de brinquedo.

Paulo Miranda avançou que, o facto ocorreu quando a vítima realizava serviço de moto-táxi e foi interpelada pelos supostos meliantes que pretendiam roubar a sua motorizada, ao tentar reagir, foi atingido com um disparo na região lombar provocando-lhe morte imediata.

Os suspeitos já estão sob custódia do Ministério Púbico, para os trâmites subsequentes.

PGFA TRAVA ENTRADA ILEGAL DE MAIS DE TREZENTOS ESTRANGEIROS NO PAÍS


Efectivos da 7ª Unidade da Polícia de Guarda Fronteiras de Angola (PGFA) procederam de 14 a 17 de Agosto, a detenção de um total de 334 cidadãos, sendo 280 provenientes da vizinha República Democrática do Congo, 54 nacionais e 40 menores, por suspeitas do crime de imigração ilegal.

Os dados foram avançados pelo Chefe do Estado-Maior da 7ª UPGFA, Superintendente, Moisés Kóco Mixidi, durante a apresentação de balanço das acções policiais enquadradas nas actividades alusivas ao 45° aniversário do Órgão, a assinalar-se no dia 26 de Agosto.

Foi ainda apreendida uma viatura por envolvimento no crime de fuga ao fisco de diversas mercadorias.

Refira-se que, os implicados, após interrogatório, foram encaminhados ao Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), para os devidos procedimentos judiciais.


sexta-feira, 27 de setembro de 2024

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Benguela Minha Terra...



 Benguela é uma cidade e município, capital da província de Benguela, no oeste de Angola, composto somente da comuna sede, que está organizada em seis zonas.

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 623 777 habitantes e área territorial de 2 100 km², sendo o município mais populoso da província e o décimo mais populoso da nação.

Limita-se a norte com o município de Catumbela, a leste com os municípios de Bocoio e Caimbambo, a sul com o município de Baía Farta e a oeste com o Oceano Atlântico.

A província de Benguela é conhecida como “a terra das acácias rubras” por causa da colorida presença dessa bonita árvore pelas ruas da cidade de Benguela. Com uma extensão de 39.827 km2, situa-se no litoral centro de Angola e é constituída por dez municípios: Benguela, Baía Farta, Catumbela, Balombo, Bocoio, Caimbambo, Chongorói, Cubal, Ganda e Lobito. Benguela é também conhecida pelas suas praias e pelo Porto do Lobito, o segundo mais importante do país. As principais cidades da província são as de Benguela, Lobito e Baía-Farta, todas elas banhadas pelo Oceano Atlântico.

O clima da província é tropical árido e a temperatura média anual ronda os 24°C, sendo que a corrente fria de Benguela, que parte da Antártida, modera a temperatura da região e reduz a humidade. Em termos de altitude, a província divide-se em três zonas distintas: a zona litoral, cuja altitude vai do nível do mar até aos 500 m, a zona central com uma altitude dos 500 aos 1200 m e a zona oriental com uma altitude média superior a 1500 m.

A fauna da província é constituída essencialmente por zebras, leões, elefantes, olongos, golungos, búfalos, onças, ongivas e cabras de leque, principalmente na zona de Mamué que fica na fronteira com a província do Namibe.

A população de Benguela é na sua maioria da etnia Ovimbundo e Nganguela. A língua mais falada na região é o umbundo. A população dedica-se na sua maioria a agricultura, pecuária e pesca.

CENSO GERAL 2024 Operação envolve mais de 90 mil técnicos em todo país



Mais de 92 mil técnicos vão garantir, pela primeira vez de modo digital, o processo de Recenseamento Geral da População e Habitação 2024, a iniciar-se no dia 19 de Setembro, em todo território nacional.



O número foi apresentado pelo director-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE), José Calengi, nesta quinta-feira, 12 de Setembro, durante a 16.ª edição do CaféCIPRA que abordou o tema “CENSO Geral 2024 e o seu impacto na eficácia da governação”.

Segundo o técnico, o número de profissionais envolvidos neste processo censitário faz parte de um conjunto de recursos, constituídos por assistentes técnicos provinciais, municipais, comunais e locais, informáticos regionais, municipais e comunais e agentes recenseadores.

“Depois de termos passado pela actualização cartográfica que permitiu mapear o país em relação às secções censitárias, também já passamos pelo Censo Piloto, que foi um exercício espelho que permitiu ao INE fazer a prevenção da actividade principal, e nesta fase estamos a desenvolver a cadeia de formações”, disse.

Na 16.ª Edição do CaféCIPRA, o director-geral do INE disse ainda que a recolha dos dados será de forma digital e, para o efeito, conta com 68.040 tabletes, dos quais oito mil doados pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e sessenta mil e quarenta foram adquiridos pelo Estado angolano.

O responsável assegurou que os resultados preliminares do processo censitário serão conhecidos quatro meses depois do seu término.

“Do ponto de vista preliminar e pelo facto de estarmos a falar de uma operação digital, nós poderemos ter os dados preliminares quatro meses depois, e até aos 18 meses teremos o primeiro relatório”, assegurou.

Durante a sua intervenção, José Calengi fez saber que o equipamento principal de recolha de dados possui um dispositivo de segurança e de acompanhamento.

Relativamente aos casos de poligamia, elucidou que não se pode fazer dupla contagem numa só pessoa e que este acto não fere hábitos e costumes de qualquer povo.

“A questão aqui é muito prática. Portanto, ele – o cidadão – vai ser contado onde estiver”, disse, acrescentando que o objectivo do Censo é contar os agregados e o número de pessoas existentes no território de Angola.

Nesta edição, foram facilitadores o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, Director de Segurança Pública e Operações da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, e o director-geral do Instituto Nacional de Estatística, José Calengi.

No primeiro Censo Geral da População e Habitação, realizado em 2014, foi apurado um total de 25.789.024 habitantes, dos quais 63 por cento residiam na zona urbana e 37 por cento na área rural.

A população angolana é constituída, maioritariamente, por mulheres, 13.289.983, correspondente a 52 por cento do total, enquanto a masculina é de 12.499.041, representando 48 por cento.

A província de Luanda é a mais populosa, com 6.945.386 habitantes, representando mais de um quarto da população do país. Seguem-se as províncias da Huíla (2.497.422), Benguela (2.231.385) e Huambo (2.019.555).