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Benguela Precisa do teu Apoio "Benguela não chora sozinha, porque o sangue que nos une é mais forte que a água que nos separa."

  As inundações mais graves em Benguela este ano ocorreram principalmente no dia 11 de abril de 2026 (um sábado), estendendo-se pela madrug...

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Benguela Precisa do teu Apoio "Benguela não chora sozinha, porque o sangue que nos une é mais forte que a água que nos separa."


 

As inundações mais graves em Benguela este ano ocorreram principalmente no dia 11 de abril de 2026 (um sábado), estendendo-se pela madrugada de domingo, dia 12.

O transbordo que causou o maior impacto foi o do Rio Cavaco, após o rompimento de um dique de proteção. Este evento inundou severamente vários bairros próximos às margens do rio e deixou um rastro de destruição.

Bairros inundados: Calomanga (onde uma ponte desabou), Bimbas, Tchipiandalo, Massangarala, Cotel e Santa Teresa.

Consequências: A água invadiu centenas de casas, forçando moradores a refugiarem-se nos telhados. Mais de 1.600 pessoas precisaram de ser resgatadas por via aérea e marítima.

Infraestrutura: A circulação rodoviária entre Benguela e Lobito foi interrompida e a ponte ferroviária sobre o Rio Cavaco sofreu danos significativos, paralisando os comboios da Lobito Atlantic Railway.

Houve também um registo anterior de chuvas intensas no dia 5 de abril, que afetaram os municípios da Catumbela e do Lobito, mas o transbordo do Rio Cavaco no dia 11 foi o que gerou a situação de calamidade mais recente na cidade de Benguela.

De acordo com os balanços mais recentes das autoridades locais, o transbordo do Rio Cavaco em Benguela causou, até agora, 18 mortes confirmadas.

Os dados foram atualizados pelo Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB) entre os dias 14 e 15 de abril de 2026. Além das vítimas mortais, a situação é a seguinte:

  • Desaparecidos: Pelo menos 11 pessoas continuam desaparecidas.

  • Desalojados: Cerca de 10.000 famílias foram afetadas ou ficaram sem abrigo, estando muitas delas a ser assistidas em centros de acolhimento como o antigo Campismo e o Estádio Nacional de Ombaka.

  • Resgates: Mais de 3.600 pessoas foram retiradas de zonas de alto risco através de operações terrestres e aéreas.



Na sequência das graves inundações de abril de 2026, o Governo de Angola e as entidades de proteção civil definiram um plano que combina ajuda humanitária imediata com soluções estruturais a longo prazo.

Aqui estão as principais propostas e ações em curso:

1. Medidas Estruturais e de Engenharia

O Presidente João Lourenço e o Governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, anunciaram que a prioridade é evitar que o cenário se repita:

  • Estudo Técnico Definitivo: O governo provincial encomendou um estudo rigoroso para redesenhar as defesas do Rio Cavaco. O objetivo é substituir os diques de terra por uma "obra sólida" que suporte grandes caudais.

  • Reparação de Emergência: Estão a decorrer obras para fechar a brecha de cerca de 300 metros no dique que cedeu.

  • Desassoreamento: Foi ordenada a limpeza e o aprofundamento do leito dos rios Cavaco e Catumbela para aumentar a capacidade de escoamento da água.

  • Recuperação de Infraestruturas: Investimento de 28,7 milhões de dólares para recuperar os sistemas de abastecimento de água danificados pela lama e pelas cheias.

2. Gestão Territorial e Reassentamento

  • Proibição de Construção em Zonas de Risco: O governo quer reforçar a fiscalização para impedir que a população volte a construir nas margens vulneráveis do rio.

  • Reassentamento: Estão a ser avaliados novos terrenos para transferir as famílias que perderam as suas casas em definitivo, retirando-as das bacias de retenção naturais.

3. Resposta Humanitária

  • Ajuda de Emergência: Foram mobilizadas mais de mil toneladas de bens diversos (alimentos, roupas, medicamentos e kits de higiene) para apoiar os desalojados.

  • Centros de Acolhimento: Manutenção e organização dos centros no Antigo Campismo e no Estádio de Ombaka, onde as famílias recebem assistência médica e alimentação enquanto a situação não estabiliza.


A TPA (Televisão Pública de Angola) tem sido o principal canal de divulgação das ações oficiais do Executivo e das reportagens no terreno sobre a catástrofe em Benguela.

De acordo com as emissões mais recentes e comunicados oficiais difundidos pelo canal (especialmente após a visita do Presidente João Lourenço à província nesta quarta-feira, 15 de abril), os pontos principais são:

1. Construção de Habitações Sociais

A TPA destacou o anúncio do Ministro das Obras Públicas, Carlos dos Santos, sobre a construção de casas para as famílias que perderam tudo.

  • O governo afirma que muitas famílias viviam em "linhas de água" (zonas de risco) e, por isso, não serão autorizadas a regressar aos mesmos locais.

  • Está a ser feito um levantamento para determinar o número exato de casas a construir em novas zonas seguras.

2. Obras Estruturais no Rio Cavaco

As reportagens da TPA têm focado na promessa de uma solução definitiva para o dique:

  • Reabilitação: Estão previstos trabalhos em 22 quilómetros de diques existentes.

  • Novas Proteções: Construção de mais 10,5 quilómetros de infraestruturas de proteção nas duas margens.

  • Desassoreamento: Imagens da TPA mostram o início dos trabalhos de limpeza do leito do rio para permitir que a água flua sem transbordar.

3. Assistência Sanitária e Alimentar

A televisão pública tem reforçado as mensagens do Ministério da Saúde sobre o risco de surtos de cólera e outras doenças devido às águas estagnadas.

  • A TPA informou sobre a mobilização de mais de 1.000 toneladas de ajuda humanitária (comida, kits de higiene e medicamentos).

  • Foi anunciado um investimento de cerca de 28,7 milhões de dólares para recuperar os sistemas de captação e distribuição de água potável em Benguela, Baía Farta e Navegantes.

4. Educação e Transportes

  • Aulas: A TPA confirmou o adiamento do início do III trimestre letivo em Benguela devido ao uso de escolas como centros de acolhimento e aos danos nas infraestruturas.

  • Mobilidade: O canal noticiou a reabertura parcial da circulação rodoviária entre Benguela e Lobito, mas alertou para a situação crítica da linha férrea (Lobito Atlantic Railway), que continua condicionada.






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